quinta-feira, 7 de julho de 2016

Crônicas do Décimo Quinto

O Princípio

Quando eu era mais nova ficava idealizando um apartamento para a minha vida. Consequentemente, talvez não da forma como pensei, mas apenas como fruto de uma energia positiva jogada ao universo, cá estou.
No começo a gente estranha (isso a depender de onde vem as suas raízes). Às vezes ele realmente é um APertamento, em outras, ele parece gigantesco, isso, claro, vai da situação.
Demora um pouco, eu confesso, até a gente pegar o jeito. Falar mais baixo, tentar acostumar com um cutucão ou outro que vem de vassoura do vizinho de baixo, com as coisas que caem do vizinho de cima, acostumar com odores...diferentes, se é que posso dizer assim, que vem de outros apartamentos.

A convivência de elevador é sem dúvida algo fantástico. A gente se aperta no cubículo e fica tentando respirar menos, embora a gente seja sempre educado e comprimente uns aos outros com pelo menos um “bom...” qualquer coisa. É nessas horas que a gente conhece pessoas simpáticas também. Conhecemos cachorros de nomes peculiares, descobrimos quem são os fofoqueiros, os amáveis e claro, gravamos os rostinhos das crianças!

Mas a gente acostuma com esse negócio de ter sempre um monte de gente indo para o mesmo lugar. Dias atrás estava subindo para o lar, e quando eu menos esperava, o elevador ficou pequeno. A gente foi se espremendo nos cantinhos enquanto um outro morador tentava colocar o carrinho de compras lá dentro.  A parte legal disso é que sempre há carrinhos de compras pra gente conseguir subir com todas as nossas coisas, caso contrário, acho que levaríamos um tempão fazendo a baldeação.


3 comentários:

  1. Hoje em dia, são apertamentos mesmo.
    Agora, um constrangimento que nunca passei e que gostaria de passar por curiosidade é alguém peidar num elevador cheio, pra ver o que o pessoal faz, se resolvem descobrir quem peidou, ou se todos tentam mostrar que não foi sua própria pessoa de algum modo.

    =)

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  2. Quando isso acontece as pessoas fingem que não está acontecendo. Acho que mentalmente elas ficam procurando o culpado do tipo "ahh, esse tem cara de quem está se sentindo culpado, acho que foi ele". hhaha
    Obrigada por acompanhar o blog!

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  3. No elevador é que sentimos o quanto somos pequenos e sozinhos...há sempre um "bom dia", mas algumas pessoas não respondem...a educação é fruto do berço, não importa a classe social!
    Bjos
    http://www.elianedelacerda.com

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